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INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS AVÍCOLAS

Localização de aviários

Já deves ter observado uma capoeira de galinhas. Nesta lição, vamos perceber melhor as condições que estas instalações devem possuir, para garantir um bom crescimento das aves e boa produção. Então quais são as condições que um aviário deve apresentar?

Na escolha de um lugar para a implementação de um aviário ou qualquer outra exploração pecuária, o criador deve considerar os seguintes aspectos:

As instalações devem localizar-se fora das zonas habitadas pela população, para evitar o mau cheiro e a transmissão de doenças dos animais para as pessoas;

Devem situar-se em lugares secos, elevados e protegidos do sol, da chuva e de ventos fortes;

Os aviários devem ser lugares iluminados, arejados e que facilitem a limpeza;

Deve ser um lugar próximos ao mercado consumidor e aos postos de abastecimento de água e alimentos.

Instalações avícolas

As instalações avícolas (capoeirás ou pavilhões) têm a finalidade de garantir às galinhas a protecção contra os ventos, chuva, tempestades e de predadores (cães, cobras, ratos etc.) e devem estar orientadas no sentido Este a Oeste, para evitar a entrada directa do sol e a acção de ventos fortes.

Equipamentos avícolas

Para garantir um bom crescimento das aves, é necessário que o criador crie todas as condições para que as aves estejam num ambiente confortável, com temperaturas adequadas e todos equipamentos necessários. Vamos agora conhecer os equipamentos essenciais para um aviário. 

Os equipamentos indispensáveis num aviário são: cama, comedouros, bebedouros, poleiro, aquecedores, ninho e o pedilúvio.

Cama – constituída por material fofo, seco e que absorve água e humidade, como por exemplo a serradura de madeira, casca de arroz, capim seco, palha, etc. A cama tem como funções: garantir o conforto das galinhas, evitando ferimentos nas patas e o contacto directo com o piso, também absorve humidade e os excrementos das galinhas e contribui para a manutenção da temperatura do aviário.

Comedouros e bebedouros

Servem respectivamente para colocar a ração e água e podem ser metálicos, de barro, plásticos e devem possuir as seguintes características:

facilitar a limpeza e abastecimento da ração ou água;

evitar desperdícios da ração e água;

estar ao alcance de todas as aves; e

evitar que as aves se empoleirem.

Poleiro – é estrutura que serve para o repouso das galinhas, pode ser feito de estacas ou ferros e deve estar a 50/60 cm de altura.

Aquecedores – proporcionam o aquecimento aos pintos recém-nascidos, que pode ser feito naturalmente (com a galinha) e artificialmente através de lâmpadas, aquecedores a gás, carvão ou lenha, petróleo, foco infravermelho eléctrico, que pode substituir as lâmpadas normais.

A. Aquecedor a carvão ou lenho.

B. Aquecimento com lâmpada.

Ninho – é um equipamento usado na reprodução, para a protecção das galinhas e conservação dos ovos durante a incubação.

Pedilúvio – é equipamento que destina-se a limpeza e desinfecção dos pés ou calçados, com a finalidade de evitar a entrada de doenças no aviário. Também podem ser usadas bacias, conforme podemos observar nas figuras A e B.


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ESTUDO DA CRIAÇÃO DE GALINHAS

Exterior das galinhas e sua importância

Com certeza, já deves ter observado na tua casa ou comunidade, uma galinha na capoeira. Então, qual é a importância do estudo do exterior de uma galinha? 

O estudo do exterior da galinha é muito importante para o criador pelas seguintes razões:

Conhecer as suas características externas, em relação a cor e constituição;

Avaliar o estado de saúde da galinha, ou seja, se está ou não doente, através das patas, asas, penas, crista etc;

Dominar o processo reprodutivo do animal, identificando as fases de reprodução.

Sistemas de Criação de Galinhas

Certamente que já deves ter observado que os criadores usam diferentes formas. Alguns criam as galinhas em aviários e outros em capoeirás construídas com material precário. Estas são características dos diferentes sistemas de criação de galinhas. Quais são os sistemas de criação de galinhas usados em Moçambique:

Existem três sistemas de criação de galinhas: sistema extensivo ou familiar, sistema semi-intensivo e sistema intensivo ou industrial.

Criação extensiva ou familiar (em liberdade) – neste sistema, não existe nenhuma instalação, as galinhas são criadas em liberdade, a alimentação das galinhas baseia-se em restos de alimentos, insectos ou ervas que as galinhas procuram por si só, a produção destina-se apenas ao consumo familiar. Este tipo de criação é praticada por famílias e ocorre nas zonas rurais ou suburbanas. 

Criação semi-intensiva – neste sistema as galinhas são criadas em instalações construídas com material de baixo custo, gasta-se algum dinheiro para a compra de rações, e a produção destina-se ao consumo e venda.

Criação intensiva – é um sistema em que as galinhas são criadas em instalações apropriadas. A sua alimentação baseia-se apenas em rações industriais, e a sua produção é bastante elevada e destina-se apenas ao comércio e venda. Este tipo de criação é praticada geralmente por pessoas singulares e com capital e por empresas comerciais e pode ser em piso ou em baterias.

Criações em piso – neste tipo de criação as aves são criadas em pavilhões, num piso ou chão com cama de serradura.

Criação em baterias – é um sistema em que as aves são mantidas em gaiolas colectivas, colocadas acima do nível do piso. Este sistema é frequente na criação de poedeirás.


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ESTUDO DA PECUÁRIA

Definição de Pecuária

Certamente que já deves ter ouvido falar da pecuária ou até já praticaste esta actividade, no seio familiar. Então como podemos definir pecuária?

A pecuária pode ser definida como uma ciência que estuda as técnicas de criação de animais domésticos, as suas diversas particularidades, sua alimentação, tratamento, reprodução e maneio geral. 

Esta actividade tem como objectivo a produção de bens alimentares, melhoramento de condições económicos e sociais.

Origem e evolução da pecuária 

Conforme vimos na unidade 1, o Homem primitivo era nómada, isto é, vivia com base em actividades como a caça e recolecção de frutos e ervas silvestres. Mais tarde, com o surgimento da agricultura, o Homem passou da vida nómada, para a sedentária.

O surgimento da pecuária deveu-se ao aperfeiçoamento da actividade dos caçadores e recolectores, que permitiu que o Homem passa-se a decidir sobre o momento que podia abater os seus animais, conservar algumas espécies de animais, efectuar trocas com outros produtos, lavrar os campos, entre outros benefícios que contribuíram para a melhoria da sua vida.

 Com a domesticação de animais, o Homem procurava melhorar a sua alimentação, reprodução e passou a detectar e tratar certas doenças, e outros males que podiam afectar os animais por si domesticados, desta forma surge o termo “pecuária”.


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ARMAZENAMENTO DOS PRODUTOS AGRÍCOLAS

Condições de armazenamento dos produtos agrícolas

Certamente que já observaste que durante o armazenamento, os produtos podem ser atacados por várias pragas tais como: ratos, pássaros, insectos ou correr risco de molhar com a chuva. Estes perigos devem ser tomados em conta para não reduzirem a qualidade e quantidade dos produtos armazenados. Quais são as condições a ter em conta durante o armazenamento dos produtos?

Durante o armazenamento dos produtos, é importante que o agricultor tome em conta os seguintes aspectos:

secar bem os grãos (milho, arroz, amendoim, feijão, etc), antes do armazenamento, para evitar o apodrecimento por humidade;

armazenar os produtos em locais fechados, bem arejados, protegidos do sol e da chuva e com temperaturas adequadas;

proteger os produtos de pragas como os ratos, insectos e pássaros, aplicando raticidas e insecticidas, mas tomando as devidas preocupações para não contaminar os produtos; e

Controlar regularmente os produtos no armazém, retirando os podres ou afectados.


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COLHEITA E ARMAZENAMNETO

Definição de colheita

Já deves ter ti apercebido que toda a gente gosta de ir à machamba tirar milho, ou subir numa árvore arrancar um fruto. Essa actividade recebe o nome de colheita. Vamos agora perceber quando e como é que a colheita deve ser feita.

Colheita é a última fase dos trabalhos agrícolas e consiste na recolha de todo produto cultivado. A colheita deve ser feita quando a cultura atinge a maturação ou completa o ciclo vegetativo. A maturação pode ser biológica ou técnica.

Maturação biológica é aquela em que os furtos amadurecem naturalmente na própria planta, como por exemplo na cultura do arroz, milho e outras culturas.

Maturação técnica é aquela em que o agricultor entende fazer antes do tempo, ou seja, os produtos são colhidos verdes ou semi-maduros, muitas vezes motivado por questões comerciais, como acontece na cultura de tomate, maçaroca, citrinos e outras culturas.

Tipos de colheita

A colheita pode ser manual ou mecânica.

Colheita manual é feita com base na mão, com a ajuda de alguns instrumentos tais como: foice, enxada, catana, tesoura, etc.

A colheita manual apresenta as seguintes vantagens: não precisa de mão-de-obra qualificada, é possível em terrenos de difícil acesso para máquinas e pode ser aplicada em culturas de maturação escalonada. Porém, tem as desvantagens de precisar de muita mão-de-obra, de ser lenta e reduzir a qualidade da colheita.

Colheita manual

Colheita mecânica é feita com recurso a máquinas especializadas. Estas máquinas são chamadas de auto-combinadas. Este tipo de colheita tem a vantagem de conferir maior rapidez à colheita e de garantir uma boa colheita, mas precisa de uma mão-de-obra qualificada e possui custos muito elevados.

Época de colheita

A época de colheita depende da época de sementeira e do ciclo vegetativo da planta. Algumas culturas têm um ciclo vegetativo mais longo que as outras, por isso não podemos determinar exactamente a época da colheita.

Fonte: A mesma citada nas figuras acima representadas.


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TÉCNICAS DE CULTIVO

Técnicas de cultivo

Para além das práticas culturais estudadas nas primeirás lições desta unidade, existem outras técnicas específicas de determinadas culturas, que contribuem para um bom crescimento das plantas. Dentre elas, destacam-se o desbaste, amontoa, monda, tutoragem, retancha e poda. Vamos agora perceber em que consistem estas técnicas.

Amontoa e desbaste

Amontoa é uma operação agrícola que consiste em amontoar e juntar terra ao redor da planta, com o objectivo de melhorar a estabilidade da planta, facilitar a absorção de nutrientes e o desenvolvimento das raízes. 

Esta prática é comum na cultura de tubérculos (mandioca, batata reno, batata doce, etc).

Desbaste é uma técnica agrícola que consiste em diminuir a densidade ou número de plantas que estejam em excesso, ou que não tenham um desenvolvimento harmonioso ou saudável. Esta técnica é frequente na cultura do milho.

Monda e Tutoragem

Monda é uma prática cultural que consiste em eliminar as ervas daninhas com as mãos e é típica da cultura do arroz.

Tutoragem consiste em colocar estacas (tutores) ao lado da planta, com a finalidade de manter a verticalidade da planta e evitar que os frutos toquem no chão, correndo risco de contaminação e apodrecimento. Esta prática é feita na cultura do tomateiro.

Retancha e poda

Retancha é uma técnica que tem como objectivo substituir plantas mortas ou não germinadas, numa dada cultura.

Poda consiste em eliminar alguns ramos com algum dos diversos problemas de má formação, com o objectivo de proporcionar um equilíbrio fisiológico e garntir desenvolvimento de quantidade e qualidade dos frutos. A poda é muito utilizada na fruticultura.

Distinguem-se quatro tipos de poda, nomeadamente: poda de formação, de frutificação, de saneamento e de regeneração.

A poda de formação tem o objectivo de dar uma forma à planta, que facilite a colheita no futuro.

A poda de frutificação visa preparar a planta para uma melhor frutificação.

A poda de saneamento destina-se a eliminar ramos mal formados, inúteis ou doentes, para melhorar a produção em quantidade e qualidade dos frutos.

Poda de regeneração tem em vista renovar as plantas velhas ou abandonadas.


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Adubação

 Adubação 

Já viste na tua casa ou comunidade, pessoas a aplicarem nas plantas excrementos ou fezes de animais como galinhas, porcos, gado bovino e outros animais. Esse processo recebe o nome de adubação. Como podemos definir a adubação? 

Adubação é uma operação que consiste em aplicar adubos no solo, com a finalidade de aumentar a produção e produtividade das plantas.

Tipos de Adubação

 A adubação pode ser de fundo ou de cobertura.

Adubação de fundo - é feita antes ou durante a sementeira ou plantação.

Adubação de cobertura - consiste em aplicar adubos durante o crescimento das plantas.

Adubos

Adubos são todas as substâncias usadas para fornecer nutrientes que as plantas precisam. 

Tipos de Adubos 

Existem dois tipos de adubos: adubos orgânicos e inorgânicos.

Adubos orgânicos - são obtidos a partir de organismos (seres vivos) e permitem melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo, mas são menos ricos em nutrientes.

Ex: Estrume do curral, das galinhas, do porco e o composto orgânico.

Adubos inorgânicos ou minerais - são obtidos industrialmente nas fábricas e tem uma concentração de nutrientes maior que os orgânicos, mas dificultam a correcção da estrutura do solo. Os adubos minerais podem ser classificados em simples e compostos.

Simples – quando possuem apenas um dos nutrientes principais: nitrogénio ou azoto (N), fósforo (P) ou potássio (K), e designam-se respectivamente nitrogenados/azotados, fosfatados e potássicos.

Compostos – quando são compostos por 2 ou 3 dos nutrientes principais (NP, KP, NK ou NPK).


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Rega

Rega

A água é um líquido muito precioso e importante para a sobrevivência do Homem e de outros animais. Vamos aprender a administrar a rega nas plantas, para que elas cresçam saudáveis. Então como podemos definir a rega?

Rega é uma aplicação controlada de água numa cultura, sempre que necessário ou quando a água da chuva não é suficiente para satisfazer as necessidades vitais da planta.

Principais sistemas de rega (Tipos de rega)

Os sistemas de rega mais conhecidos são: rega por gravidade, rega por aspersão, rega gota a gota, e rega por alongamento.

a) Rega por gravidade 

É um sistema em que a água é conduzida por sulcos (canais) abertos no solo. Este tipo de rega é vantajoso por ser muito económico, porém, é difícil em terrenos com grande declive ou inclinação e pode causar erosão do solo.

Rega por aspersão 

Neste sistema, a água é bombeada da fonte e passa através de tubos e depois é distribuída pelas plantas, através de aspersores em forma de chuva. Para além dos aspersores, a rega pode ser feita manualmente com a mangueira e regador, conforme podemos observar nas figuras B e C.

Este sistema tem as seguintes vantagens: economia de água, aplicável em terrenos com grande inclinação, a distribuição da água é uniforme e não há de erosão do solo. Porém, este tipo de rega tem a desvantagem de possuir custos muito elevados.

c) Rega gota a gota

É um sistema semelhante ao de aspersão, mas a água cai gota a gota em volta da planta, através de furos (gotejadores) do aspersor.

d) Rega por alagamento ou inundação

  Neste tipo de rega, o terreno é encharcado de água, em condições naturais ou artificiais. Tais são os casos dos arrozais.


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CONTROLO DE PRAGAS E DOENÇAS

Definição de pragas e doenças

Já reparaste que durante o crescimento, as plantas são atacadas por pássaros, ratos e outros organismos ou animais e doenças que fazem com que elas cresçam mal e produzam pouco. Vamos agora aprender a identificar e combater doenças nas plantas.

a) Pragas são todos animais ou organismos que atacam uma cultura, causando danos. Temos a destacar os insectos, pássaros, ratos, caracóis, nemátides, ácaros, etc. 

b) Doença definida como a ausência de saúde nas plantas e pode ser causada por fungos, bactérias e ou vírus.

Métodos de controlo de pragas e doenças

Já vimos o que são pragas e doenças, vamos agora estudar os métodos usados para o seu controlo. Destacam-se 03 (três) métodos de controlo de pragas e doenças a saber:

a) Método cultural- consiste no controlo de pragas e doenças a partir de medidas de cultivo, tais como: semear em épocas com menor abundância de pragas, semear em associação com culturas que afugentam certas pragas, desinfectar o material de trabalho, mergulhar as sementes em água inócua ou tratada, rotação da cultura, entre outras medidas. 

b) Método biológico

Neste método são utilizados inimigos naturais das pragas para o seu controlo. Por exemplo, uso da vespa Epidinocarsis lopezi para o controlo da cochonilha purverulenta da mandioca, ou quando o gato é usado para combater o rato.

c) Método químico

Consiste no uso de substâncias químicas chamadas pesticidas. A designação dos pesticidas varia em função das pragas que controlam, assim, teremos as seguintes designações:

Fungicidas- controlam fungos;

Insecticidas- controlam insectos;

Raticidas-controlam ratos; e

Herbicidas- controlam ervas daninhas.

Cuidados a ter durante a utilização de pesticidas

Depois de estudarmos os métodos usados no controlo de pragas e doenças, vamos agora conhecer os cuidados que o agricultor deve tomar durante a utilização de pesticidas. Que cuidados devemos tomar durante a utilização de pesticidas?

Os pesticidas são substâncias muito tóxicas e nocivas para a saúde humana, dai que seja importante que o agricultor tome alguns cuidados, durante e após a sua utilização. Dentre os vários cuidados, podemos destacar: a utilização de vestuário adequado (luvas, botas, máscaras, etc), evitar fazer a mistura dos produtos em locais fechados, lavar as mãos e os equipamentos após a sua utilização, guardar os produtos fora do alcance das crianças, respeitar as recomendações do fabricante, entre outros cuidados.


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Práticas Culturais

 Definição de práticas culturais 

Certamente que já deves ter observado que depois da sementeira, os agricultores continuam a ir à machamba, para eliminar o capim, regar, aplicar o estrume e realizar outras actividades. 

Estas actividades recebem o nome de práticas culturais. Vamos agora perceber o que são práticas culturais.

Práticas culturais ou amanhos culturais - são todos os trabalhos que se realizam depois da sementeira e antes da colheita e tem como finalidade criar boas condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

Exemplo: controlo de ervas daninhas, controlo de pragas e doenças, rega, adubação, desbaste, drenagem, tutoragem, amontoa, monda, entre outras. 

Controlo de ervas daninhas ou infestantes

Provavelmente, no dia-a-dia já deves ter ouvido falar de ervas daninhas. Como podemos definir ervas daninhas? 

Ervas daninhas ou infestantes são todas as plantas que crescem numa cultura contra vontade do agricultor, isto é, nascem espontaneamente.

Exemplo: Capim ou milho quando germina no canteiro de alface.

Influência das ervas daninhas nas culturas

As ervas daninhas influenciam negativamente no crescimento das culturas por razões tais como:

Competem com as plantas na utilização da água, nutrientes e luz;

Reduzem a colheita; e

Abrigam ou alojam pragas, que depois atacam as culturas.

Métodos de controlo de ervas daninhas

O controlo de ervas daninhas pode ser feito com base em quatro métodos a saber: cultural, mecânico, físico e químico.

Controlo cultural - este método consiste na utilização das características da cultura e do meio ambiente para aumentar a competitividade da cultura, favorecendo o crescimento e desenvolvimento das plantas. 

Este método engloba técnicas tais como: uso de variedades melhoradas, densidade das plantas, redução do compasso (distância) entre as plantas e época de plantio. 

Controlo mecânico - consiste na eliminação de ervas daninhas e pode ser através da: sacha manual (quando é feita com enxada) e sacha mecânica (quando é feita através de uma máquina especializada, que pode ser cultivador ou escarificador).

Controlo físico: que compreende o fogo e o controlo biológico. O controlo biológico visa manter baixa a população de plantas daninhas, utilizando agentes patogénicos ou predadores.

Controle químico: consiste na aplicação de herbicidas, que são produtos químicos usados para o controlo de ervas daninhas.


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Propagação Vegetativa

Definição de propagação vegetativa

Com certeza que já deves ter observado na tua casa ou comunidade, que para plantar mandioca, usamos estacas dos seus ramos. Este processo de multiplicação por meio de estacas denomina-se propagação vegetativa. Então, como podemos definir a propagação vegetativa? 

A propagação vegetativa, também chamada de propagação agâmica ou assexuada é aquela em que a multiplicação das plantas é feita através de uma semente agrícola. Semente agrícola é qualquer parte ou órgão da planta que pode ser usada para a sua propagação, como por exemplo, raízes, caules ou folhas.

Processos usados na propagação vegetativa

A propagação vegetativa pode ser feita com base em três processos: estaquia, mergulhia e enxertia.

Estaquia – consiste em plantar fragmentos (estacas) de ramos de uma planta-mãe, para originar uma nova planta. As estacas são colocadas num local até produzirem raízes, e depois são transplantadas para um local definitivo, conforme podemos observar nas figuras que se seguem.

Exemplo: esta prática é frequente nas culturas da mandioca, batata-doce, cana-de-açúcar, roseirás, etc.

Mergulhia – consiste em enterrar ramos jovens e flexíveis de uma planta-mãe, até produzirem raízes. A extremidade do ramo enterrado é amarada a um suporte. Depois do ramo enterrado ter uma absorção e nutrição independente, separa-se da planta-mãe, conforme podemos observar na figura que se segue.

Enxertia - é uma técnica agrícola que consiste em unir duas plantas da mesma espécie, de modo a originar uma nova planta. 

Essa união faz-se introduzindo a gema (enxerto ou cavaleiro) de uma planta ao caule da outra (porta-enxerto ou cavalo). A enxertia pode ser por borbulhia e por garfagem. Esta técnica é comum nos citrinos, mangueirás e roseirás.

Enxerto – é a parte que constituirá os novos ramos da planta e tem função fisiológica de elaborar a seiva para o desenvolvimento da nova planta. 

Porta-enxerto – constitui a base da planta e tem como função fixar a planta no solo, absorver e conduzir água e nutrientes.

 Procedimentos para a enxertia

- Seleccionar as plantas (porta-enxerto) e os enxertos (gema);

- Com o auxílio de uma faca afiada ou lâmina, recortar o enxerto de uma planta e a casca no porta-enxerto da outra;

- Encaixar o enxerto ou gema de uma planta no porta-enxerto da outra e enrolar com uma fita plástica, para evitar a entrada da água e impedir o apodrecimento ou morte do enxerto por humidade;

- Depois de 30 a 45 dias da operação, se o enxerto estiver verde ou pegar, retira-se a fita plástica e corta-se o pedaço do cavalo (caule) acima do enxerto a fim de estimular o crescimento da mesma. Caso o enxerto esteja morto, outro enxerto poderá ser feito utilizando o mesmo cavalo ou caule.

MATERIAL NECESSÁRIO PARA A ENXERTIA

Tesoura de plantas;

Plástico;

Planta cavalo e enxerto; e

Lâmina.

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Sementeira

Sementeira

Provavelmente, já deves ter observado alguém a abrir uma pequena cova com a enxada e colocar no fundo algumas sementes. Este procedimento recebe o nome de sementeira. Nesta lição vamos aprender muita coisa sobre sementeira.  

Sementeira é uma operação que se realiza depois da preparação do solo e consiste na distribuição da semente no solo.

Tipos de sementeira

Agora que já sabemos o que é sementeira, vamos conhecer os tipos de sementeira. Existem dois tipos de sementeira: directa e indirecta.

Directa – quando é feita num local definitivo, isto é, não se faz o transplante.

Exemplo: Realiza-se em culturas como o milho, feijão, abóbora, pepino, cenoura, etc.

Métodos de Sementeira Directa

A sementeira directa pode ser feita a lanço ou em linhas.

Na sementeira a lanço, as sementes são lançadas no solo sem respeitar a distância entre elas.


Na sementeira em linhas, as sementes são colocadas no solo obedecendo uma certa distância entre elas e entre as linhas. A sementeira em linhas também pode ser feita com máquinas especializadas ou semeadores conectados ao tractor, conforme mostram as figuras abaixo.

Sementeira indirecta ou em alfobres

É aquela em que as sementes são lançadas num local (alfobre), germinam e depois as plantas são transplantadas para um local definitivo. 

Alfobre é uma pequena parcela de terra, onde as sementes são lançadas, germinam e mais tarde as plantas são transplantadas para o local definitivo.

Exemplo: Este tipo de sementeira é na maioria das hortícolas como alface, couve, tomate, cebola, etc.


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GERMINAÇÃO DA SEMENTE

Definição de germinação da semente

Certamente que já ouviste falar da germinação na tua zona ou comunidade. Nesta lição, vamos compreender melhor o que é a germinação e como é que este processo ocorre.

Germinação é o processo de evolução do embrião contido na semente, passando do estado de vida latente para a vida activa.

Factores que influenciam na germinação

O processo da germinação pode ser influenciado por vários factores. Estes factores agrupam-se em factores internos e externos.

Factores internos - dizem respeito a própria semente, a sua organização interna e o estado de conservação. Os factores internos incluem a boa vitalidade da semente, boa constituição e maturidade.

Factores externos - estão relacionados com o meio ambiente em que a semente será lançada. Os factores externos compreendem a temperatura, a humidade, luz e aeração.


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PROPAGAÇÃO DAS PLANTAS

DEFINIÇÃO E TIPOS DE PROPAGAÇÃO DAS PLANTAS

Propagação das Plantas

Já notaste que nem todas as plantas reproduzem-se da mesma maneira. Por exemplo, para a multiplicação da mandioca são usados pedaços dos ramos ou caules, para o milho e o feijão usa-se o próprio grão. Estas são as diferentes sementes usadas para a propagação das plantas.

Quais são as formas de propagação das plantas? É o que vamos ver a seguir.

A propagação das plantas é uma actividade que se realiza depois da preparação do solo e consiste em disseminar ou colocar a semente no solo. A propagação pode ser generativa (aquela em que a multiplicação das plantas é feita por meio de uma semente botânica) ou vegetativa (parte do caule da planta). 

Semente botânica é um órgão resultante da reprodução sexuada, isto é, resulta da fecundação e maturação natural do óvulo.

Constituição da semente

As sementes botânicas são constituídas pelo tegumento e pela amêndoa. 

Tegumento (casca) - é a parte externa que envolve e protege a semente.

Amêndoa – é a parte interna da semente e é constituída pelo embrião e pelos cotilédones. 

O embrião é formado pelas seguintes partes:

Radícula – parte que origina a raiz;

Caulículo – parte que origina o caule;

Gémula/folhas primárias – origina a parte aérea da planta (folhas e ramos); e

Cotilédones – são pequenas folhas ricas em substâncias nutritivas que alimentam o embrião durante a germinação.


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Preparação do Solo

Definição de preparação do solo

Certamente que já observaste na tua casa ou comunidade, pessoas a trabalharem a terra com a enxada ou tractor, a cortarem árvores no campo antes da sementeira. Estas actividades fazem parte de uma lista de trabalhos de preparação do solo. Vamos agora perceber como é feita a preparação do solo.

Preparação do solo é um conjunto de actividades que se realizam antes da sementeira, com vista a criar condições adequadas para o desenvolvimento saudável das plantas.

Objectivos da Preparação do Solo

A preparação do solo tem os seguintes objectivos:

Melhorar as propriedades físicas do solo;

Incorporar matéria orgânica e adubos minerais;

Controlar pragas; e

Eliminar ervas daninhas.

Etapas da Preparação do Solo

Os trabalhos de preparação do solo obedecem a seguinte ordem de etapas: destronca, lavoura, gradagem, nivelamento e sulcagem.

Destronca – é a primeira etapa da preparação do solo e consiste no abate e remoção de árvores e arbustos no terreno. Dependendo do tipo de vegetação e condições existentes, a destronca pode ser feita manualmente ou mecanicamente.

Lavoura é uma operação agrícola que consiste no reviramento do solo pela charrua, tractor ou manualmente. A profundidade da lavoura depende da cultura que se vai explorar e pode ser de mais ou menos de 20 cm. 

A lavoura tem vários objectivos, dos quais podemos destacar:

Tornar o solo mais fofo para receber as raízes das plantas;

Eliminar ervas daninhas;

Aumentar a porosidade e arejamento do solo (melhorar a penetração da água e oxigénio no solo); e

Melhorar a capacidade de retenção da água.

Gradagem é uma operação que se realiza após a lavoura e consiste em destruir os torrões que se formam após a lavoura. Tem também o objectivo de nivelar os solos.

A gradagem pode ser repetida, sempre que necessário, até que o terreno se mostre devidamente destorroado.

Nivelamento

O nivelamento é uma prática que tem como objectivo principal facilitar a rega por gravidade.

Sulcagem é a ultima etapa da preparação do solo e consiste em formar sulcos e camalhões. A sulcagem é feita por alfaias chamadas sulcadores. Esta prática é usada geralmente na sementeira de tubérculos ou quando a rega das culturas é feita por sulcos.


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ESTUDO DO SOLO

ESTUDO DO SOLO

Definição e funções do Solo

Já notaste que a maior parte das actividades humanas ocorrem no solo e a produção agro-pecuária não foge desta regra, por isso, o agricultor cultiva as suas culturas sobre o solo.

Então vamos agora saber o que é solo, quais são as funções e os tipos solos.

O solo pode ser definido como uma fina camada da superfície da crosta terrestre, que serve como meio de crescimento para as plantas. O solo tem a sua origem na rocha-mãe, que sob acção de agentes do clima, tais como: o frio, o calor, a água e outros, sofre degradação ou destruição lenta e progressiva, originando partículas mais reduzidas ou pequenas.

Funções do Solo

O solo tem como funções: fixar as raízes das plantas e armazenar água e nutrientes para as plantas.

Tipos de Solo ou textura do solo

Já notaste que quando chove, alguns solos tornam-se mais escorregadios, ficam com a água estagnada durante alguns dias e noutros, a água não fica estagnada, mesmo depois de cair uma grande chuva. A areia da praia por exemplo, conseguimos manipular com facilidade. Estas são as características dos diferentes tipos de solo existentes. Então, quais são os tipos de solo? 

Os solos podem ser classificados de acordo com a quantidade de partículas de: areia, argila e limo. O que tiver em maior quantidade de qualquer uma daquelas partículas, chamar-se-á: arenoso, argiloso e ou limoso.

Resume das características dos tipos de solos

 

Tipo de solo

 

Arenosos

Argilosos

Limosos

Características

São leves, soltos e permeáveis 

São pesados e impermeáveis

Os solos limosos apresentam características intermédias dos arenosos e argilosos

Deixam-se arrastar pelo vento

Não se deixam arrastar pelo vento

Não se encharcam de água

Encharcam-se de água

São porosos e ricos em nutrientes

São pouco porosos e ricos em nutrientes

 

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DISTRIBUIÇÃO AGRO-CLIMÁTICA DE MOÇAMBIQUE

INTRODUÇÃO A LIÇÃO: 

Caro aluno, na lição anterior falamos sobre os sistemas agrários predominantes no nosso país. Nesta lição vamos falar sobre a distribuição agro-climática em Moçambique. 

O estudo desta lição é muito importante, pois, vai nos permitir conhecer as condições de cultivo das diferentes culturas praticadas no nosso país, bem como as regiões com maior potencial de produção dessas culturas.

OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM
Estimado aluno, ao terminar o estudo desta lição, deverás ser capaz de:
Localizar as zonas agro-ecológicas de Moçambique;
Caracterizar as zonas agro-ecológicas; e
Identificar as culturas mais praticadas nas diferentes zonas agro-ecológicas.

Distribuição Agro-climática em Moçambique
Já notaste que no nosso país  cada província ou região apresenta um determinado tipo de clima e solo. Algumas dessas zonas são perfeitas para o cultivo de certas culturas e outras não. As zonas que apresentam condições perfeitas para certas culturas são chamadas de zonas agro-ecológicas. Então, como podemos definir zonas agro-ecológicas? 
Zonas agro-ecológicas – são zonas ou regiões agro-pecuárias homogéneas em termos de clima, relevo e solos, e que apresentam sistemas de produção semelhantes. 
Estas zonas apresentam características naturais específicas, que as torna distintas das outras para o desenvolvimento de certas actividades agro-pecuárias.
O Instituto Nacional de Investigação Agronómica (INIA) classificou o país em dez zonas agro-ecológicas:

Região 1 
Compreende toda a faixa costeira de Maputo, Gaza e aproximadamente toda a província de Inhambane até ao rio Save. As precipitações são baixas, a temperatura média oscila entre os 20 a 25°C, os solos são planos, fertilidade marginal boa.
Culturas cultivadas: amendoim, feijão nhemba, mandioca, milho e feijão jugo, cana-de-açúcar, fruteirás tais como: citrinos, mangueirás, ananaseiros, mafurreira, cajueiro e coqueiro.

Região 2 
Compreende toda a parte central e Norte da Província de Gaza e uma faixa estreita a Oeste da Província de Inhambane.
 A época quente e chuvosa vai de Novembro a Março, os solos na sua maioria arenosos e as culturas mais praticadas são: milho, amendoim, a ervilha, batata-doce, mandioca e o coqueiro.

Região 3
Compreende a quase totalidade da Província de Manica, e cerca de um quinto da parte central e interior da Província de Sofala. Não inclui a região montanhosa de Espungabera. 
Possui temperaturas altas, precipitações muito baixas, nos meses de Novembro e Fevereiro e solos arenosos. A mapira, mexoeira e o milho, são as culturas mais predominantes.

Região 4
Compreende as regiões de baixa altitude de Sofala e da Zambézia, próximo da costa e estende-se até Pebane. As precipitações são altas nos meses de Novembro, as culturas mais cultivadas são: o milho, a mapira, o amendoim, a batata-doce, a mandioca, o arroz e o algodão.

Região 5
Situa-se na região central de Moçambique e inclui os distritos do Norte das Províncias de Sofala e de Manica e os distritos a Sul da Província de Tete, indo até à fronteira com a Zâmbia. Possui precipitações moderadas a altas de Novembro a Maio, solos arenosos.
Esta região apresenta uma potencialidade agrícola muito fraca, é uma zona mais pecuária (gado caprino, galinha e suíno), com alta incidência de doenças de animais. As culturas predominantes nesta zona são: milho, mexoeira, mandioca, ervilha, caju e algodão.

Região 6
Compreende as áreas com altitude média das províncias da Zambézia, Nampula, Tete, Cabo Delgado e Niassa. Os solos são de textura variável, a precipitação média anual varia entre 1000 a 1400 mm e ocorre entre Novembro e Março/Abril.
As culturas cultivadas são: milho, mandioca, amendoim, mapira, feijão nhemba, arroz, algodão, tabaco, cana-de-açúcar, girássol, feijão boer, alho, a cebola e o tomate.

Região 7
Compreende a região da costa litoral, que se estende desde Pebane, na Província da Zambézia até Quionga, na Província de Cabo Delgado. A precipitação anual varia entre 1000 a 1400 mm, temperatura média anual 20 a 25°C, apresenta solos arenosos e argilosos, as culturas mais praticadas são: milho, mapira, mandioca, ervilha, amendoim, caju e algodão e fruteirás como: mangueirás, papeirás, bananeirás, laranjeirás e limoeiros.

Região 8
É a mais pequena e compreende o planalto de Mueda e parte do distrito de Macomia. As precipitações oscilam entre os 800 a 1200mm, a temperatura é superior a 25°C, os solos são arenosos e as culturas cultivadas são: o milho, a mapira, a mandioca, o caju, o tabaco e o algodão.

Região 9
Compreende as regiões com altitudes acima dos 1000 metros, nomeadamente: os planaltos de Lichinga, Angonia, Machanga, Marávia, Tsangano, Gurué, Milange, Serra Choa e Espungabera, Manica, alta Zambézia. Possui chuvas regulares de Dezembro a Março, os solos são em geral ferrosos e de textura pesada. Praticam-se as seguintes culturas: milho, mapira, ervilha, mandioca e gergelim.

Região 10 
Situa-se nas zonas altas da Zambézia, Niassa, Agónia, Maravia e Manica. As chuvas são abundantes, a temperatura média varia entre os 15 a 23°C e solos profundos. As culturas predominantes são: milho, feijão, batata-reno, mexoeira, citrinos e algumas fruteirás de clima temperado.
 As principais culturas são: milho, feijão vulgar, batata reno, tabaco, girássol, hortícolas diversas e fruteirás temperadas (macieirás, pessegueiros e videirás). 
Possui enorme potencial para as culturas do trigo e soja e outras leguminosas de clima temperado. A mangueira, bananeirás e papaieirás são as fruteirás mais populares.


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SISTEMAS AGRÁRIOS

INTRODUÇÃO A LIÇÃO 

Estimado aluno, na lição ora terminada falamos sobre as perspectivas actuais da agricultura em Moçambique. Na presente lição vamos falar sobre os sistemas agrários predominantes no nosso país. 

Espera-se que no fim desta lição estejas condições de caracterizar os diferentes tipos de agricultura predominante no nosso país e implementares as técnicas usadas em cada um dos tipos na tua comunidade.

OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM
Caro aluno, ao terminares o estudo desta lição, deverás ser capaz de:
Identificar os sistemas agrários predominantes no nosso país, e em particular na sua comunidade; e
Distinguir os diferentes sistemas agrários.

Principais Sistemas Agrários
Certamente que já praticaste ou conheces pessoas que se dedicam à prática de agricultura. Esses agricultores utilizam diferentes técnicas e métodos de produção agrícola, dependendo das condições e possibilidades de cada um. Esses métodos e técnicas de produção estão relacionados com os diferentes sistemas agrários ou tipos de agricultura. Vamos nesta lição saber o que são sistemas agrários, e que sistemas agrários são praticados no nosso país.

Sistema agrário ou agro-sistema é um tipo ou modo de produção agro-pecuária, em que se observa diversos tipos de cultivos ou criações. No nosso país predominam três sistemas agrários a saber: agricultura de subsistência, agricultura de rendimento e agro-indústria.

Agricultura de Subsistência
Este tipo de agricultura é praticada pela maioria da população. É desenvolvida no sector familiar, sua produção apresenta qualidade e quantidade baixa e destina-se apenas ao consumo familiar. 
Faz uso de métodos de trabalho primários ou precários, usa força manual, com recurso à enxada, não tem sistemas de rega.

Agricultura de Rendimento
É praticada por pessoas singulares ou por famílias. Apresenta produtos com qualidade e quantidades melhores que a agricultura de subsistência. A sua produção é dividida entre o consumo e a venda. 
Usa alguns métodos de trabalho modernos, parte dos seus trabalhos são mecanizados e apresenta pequenos sistemas de rega artificial. 

Agro-indústria
É praticada por empresas agrícolas, com objectivos comerciais. Apresenta produção com qualidade e em quantidades elevadas e destina-se apenas para a venda ou exportação. 
Usa métodos de trabalho altamente modernos, todos os trabalhos são mecanizados e possui custos bastante elevados.
Exemplos de empresas agrícolas e comerciais: Bananalândia, açucareirás de Xinavane (Maputo) e de Mafambisse (Sofala), João Ferreira dos Santos, e outras empresas produtoras de tabaco e algodão, macadamia, etc.


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PERSPECTIVAS ACTUAIS DA AGRICULTURA EM MOÇAMBIQUE

INTRODUÇÃO A LIÇÃO: 

Estimado aluno, na lição anterior iniciamos o estudo sobre a agricultura, destacando o conceito, importância e a história do seu surgimento. Na presente lição, falaremos sobre as perspectivas actuais da agricultura em Moçambique, destacando o estágio actual da agricultura no nosso país.

OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM

Estimado aluno:
Ao terminar o estudo desta lição, deverás ser capaz de:
Indicar as perspectivas da agricultura em Moçambique; e
Caracterizar o estágio actual da agricultura em Moçambique.

Perspectivas actuais da agricultura em Moçambique 
Nos últimos anos, o sector da agricultura em Moçambique conheceu ligeirás mudanças, contudo, ainda prevalecem alguns desafios. Vamos nesta lição, conhecer o estágio actual da agricultura em Moçambique.
A situação actual da agricultura em Moçambique pode ser vista em cinco vertentes:

A nível do ambiente social
O governo pretende aumentar a produção e produtividade, com vista a garantir a segurança alimentar da população, face ao seu actual crescimento.

Ao nível de tecnologias
O governo está a introduzir novas tecnologias para melhoramento da produção, através da implementação de sementes melhoradas, adubos inorgânicos, uso de máquinas para a lavoura, sistemas de rega, variedades resistentes à seca e pragas, etc.

Ao nível de serviços de extensão
Estes serviços consistem no envio de técnicos do Ministério da Agricultura às zonas rurais, para mostrarem e aconselharem os agricultores do sector familiar sobre o uso de melhores tecnologias, com o objectivo de melhorar a produção.

Ao nível de programas de pesquisa
O governo tem fornecido conhecimentos técnicos e científicos aos camponeses do sector familiar e cooperativo, através de cursos de formação.

Ao nível de programas de ajuda
O governo tem estabelecido parcerias com as Nações Unidas e ONGs, com o objectivo de fornecer assistência técnica aos camponeses, através do envio de especialistas de países como o Vietname e a China, para a produção do arroz e do trigo.

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DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA SÓCIO-ECONÓMICA DA AGRICULTURA

Introdução a lição

Estimado aluno, nesta lição falaremos sobre a agricultura, destacando o conceito, a origem, e importância sócio-económica. Com o estudo desta lição, irás perceber a importância da agricultura para a melhoria da vida das comunidades e para o desenvolvimento sócio-económico do país e as diferentes fases pelas quais passou, até chegar aos nossos dias.

Objectivos de aprendizagem

No final desta lição, o aluno deve ser capaz de:

·        Definir o conceito de agricultura; e

·        Explicar a importância da agricultura para a sua comunidade e para a sociedade em geral.

Definição de Agricultura

Provavelmente, já praticaste ou viste alguém na tua família ou comunidade a realizar actividades numa machamba. A prática destas actividades recebe o nome de agricultura. Então, como é que podemos definir a agricultura?

Existem muitas definições para o termo agricultura, porém, para a situação concreta, podemos definir a agricultura como sendo um conjunto de técnicas usadas para cultivar plantas, com a finalidade de obter alimentos e matéria-prima para as indústrias.

Importância sócio-económica da agricultura

Utilizamos diariamente, para diferentes fins, vários produtos de origem vegetal, que só se conseguem obter praticando a agricultura. Com a utilização destes produtos, percebemos ou reconhecemos a importância desta actividade. Qual é a importância sócio-económica da agricultura?

A agricultura é uma actividade de grande importância sócio-económica, pelas seguintes razões:

·        Fornece alimentos para o consumo humano e animal;

·        Oferece matéria-prima para as indústrias têxtil, alimentar, automóvel, farmacêutica, aeronáutica, cosmética etc;

·        Proporciona emprego para a população em toda a cadeia de valores; e

·        Constitui fonte de obtenção de divisas para o país, através da exportação de produtos agrícolas e seus derivados.

Breve historial da agricultura
Já sabes sobre a importância da agricultura. Vais perceber como a agricultura surgiu e evoluiu até chegar ao estágio actual.
Há milhões de anos, a terra era habitada por povos primitivos. Estes povos eram nómadas e viviam com base na caça e recolecção de frutos e ervas. Alimentavam-se daquilo que a natureza lhes oferecia.
Mais tarde, devido a factores como, o aumento da população, a escassez de alimentos e a fixação em certas zonas (sedentarismo), estes povos passaram a produzir o seu próprio alimento, através do cultivo da terra e criação de animais. 
Nessa altura, a agricultura era feita com instrumentos muito rudimentares, tais como: paus endurecidos ao fogo e pedra lascada e mais tarde passou-se a utilizar a charrua de madeira, puxada inicialmente pelo Homem e depois pela tracção animal.
Pensa-se que a agricultura teria começado há cerca de 10.000 anos, nos vales férteis dos rios Tigre e Eufrates, na Índia e ao longo do rio Nilo, no Egipto. A partir destas regiões, esta actividade terá se expandido por todo mundo.
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