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O significado da Primeira Guerra Mundial (conclusão)

A Primeira Guerra Mundial, com toda a destruição e morte que provocou, originaria, na Europa e um pouco por todo o mundo, uma nova ordem e uma nova mentalidade. Era preciso evitar que o mundo voltasse a entrar numa guerra semelhante, expectativa que seria frustrada em 1939, com Mundial.

Por outro lado, e tendo estado o mundo mergulhado em algo tão horrendo durante tanto tempo, era hora do optimismo e de ver a vida de outra forma, mais aberta, mais feliz. Por todo o lado proliferaram os clubes, os cafés, as esplanadas, a vida boémia. Mas também este optimismo seria curto, duraria apenas uma década — a crise de 1929 mergulharia o mundo numa depressão económica como nenhuma outra vivida até então, com graves consequências um pouco por todo o planeta.

Curiosidades

No início da guerra, com a chegada da primeira época natalícia, houve diversos relatos de soldados de ambos os lados cessarem as hostilidades, saírem das trincheiras e cumprimentarem-se. Isto ocorreu sem o consentimento do comando. No entanto, foi um evento único. Não se repetiu posteriormente por diversas razões: o número demasiado elevado de baixas aumentou os sentimentos de ódios dos soldados e o comando. Dados os acontecimentos do primeiro ano, tentou usar esta altura do ano para fazer propaganda, o que levou os soldados a desconfiar ainda mais uns dos outros.

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As consequências da Primeira Guerra Mundial para África e para a Europa

 Após 1918, mais guerras iriam surgir em todo o mundo. O militarismo impôs-se como estratégia defensiva e expansionista. A nível político, as ideologias do fascismo, em Itália, do nazismo, na Alemanha, e de ditadura, no Leste europeu, iriam preparar a eclosão de novos conflitos. Vejamos a seguir, com major detalhe, as consequências aos vários níveis.

A nível demográfico

Registaram-se perdas humanas de dimensões gigantescas: cerca de 20 milhões de mortos em todo o mundo; milhões de mutilados; excedente da população feminina em relação a população masculina; grande número de viúvas e órfãos; envelhecimento da população.

A nível Social

Desemprego e miséria, gerados pela destruição das infra-estruturas económicas e pelo aumento galopante da inflação; crescimento do movimento sindical e das greves operárias; enriquecimento de alguns empresários (Os «empresários de guerra»); aumento da emigração.

A nível económico

Decréscimo generalizado em todos os sectores de produção, com a destruição das infra-estruturas económicas; encarecimento do custo de vida (inflação); perda de mercados pela Europa a favor dos EUA; a Europa passou de credora a devedora dos EUA; desenvolvimento industrial de algumas colónias (Nova Zelândia, Austrália e Índia); contracção de enormes dívidas para a reconversão da indústria bélica e para a reanimação das correntes comerciais; endividamento dos Estados.

A nível político

Europa

Desmembramento dos impérios Austro-húngaro, Alemão e Otomano, o que fez alterar o mapa político europeu; surgimento de novos Estados independentes (Checoslováquia, Polónia, Jugoslávia, Finlândia, entre outros), embora nem sempre tendo em atenção a distribuição geográfica das minorias; triunfo dos países com regimes de democracia parlamentar; desentendimentos entre os Aliados, com os EUA a recusarem participar na SDN; rivalidades entre a Inglaterra e a Franca quanto a questão alemã relativa as obrigações de Versalhes; a Alemanha cedeu a Alsácia e a Lorena a Franca; formação, na Alemanha, de grupos nacionalistas e militaristas que se apresentavam contra o cumprimento das cláusulas do Tratado de Versalhes; os países do Entente esforçaram-se por isolar politicamente a Rússia, por recearem a expansão do bolchevismo.

O novo mapa político da Europa: as linhas tracejadas a branco mostram os limites dos antigos impérios (as linhas pretas mais grossas mostram os novos países que se formaram). As antigas colónias alemãs em África passaram para o domínio dos vencedores: a Inglaterra ficou com a posse do Togo e Tanganhica (a Bélgica ficou com o Ruanda e o Burundi), a Franca com Os Camarões e a União Sul-Africana com o Sudoeste Africano). (Fonte: Vidal-Naquet, Pierre e Bertin, Jacques, Atlas Histórico, Lisboa, Círculo de Leitores, 1990, p. 265.)

Médio Oriente e África

Com o fim do Império Otomano (agora a Turquia) surgiram vários novos Estados, como o Iraque, a Síria, a Palestina, a Transjordânia e a Líbia (esta no Norte de África); Os novos Estados adoptaram, em zonas onde este ainda não existia, o regime republicano; a Alemanha perdeu as suas colónias em benefício da Franca, Inglaterra, Japão e África do Sul.
Após a guerra, e em consequência dos novos papéis assumidos pelas mulheres na sociedade civil durante Os tempos de guerra, em muitos países europeus (Inglaterra, Dinamarca, Alemanha, Polónia, Holanda, etc.) e nos EUA, Turquia, Canada, Rússia e outros, as mulheres conquistaram o direito de voto.

Direitos das Mulheres

As consequências do afluxo feminino as diversas profissões e actividades foram profundas. Em primeiro lugar, para as mais humildes, significava a possibilidade de escapar
a miséria e ate de atingir um certo bem-estar. Para as mais favorecidas, o acesso ao
ensino superior, ate então reservado aos estudantes do sexo masculino, passou a ser
possível a partir dos anos 20, altura em que as estudantes foram finalmente admitidas
e autorizadas a apresentarem-se nos exames da Universidade de Cambridge.
Para todas, significou a demonstração da sua utilidade social, da sua aptidão para enveredarem por actividades novas, por muito afastadas que estivessem da tradição ou da falta de respeitabilidade. Para todas, ainda, representou uma oportunidade de se juntarem ao mundo exterior, de saírem do lar da família, de se libertarem da sua antiga dependência. Assim, logo a seguir a guerra, já não se punha a questão de manter as mulheres no seu tradicional estado de inferioridade. A lei (...) cedeu-lhes o direito de voto (…).

Pierre Leon, História Económica e Social do Mundo,

vol. V, Sá da Costa Editora, Lisboa, 1982 (adaptado)

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A criação da Sociedade das Nações

Em Abril de 1919, as potências da Entente Concluíram o Pacto da Sociedade das Nações, sendo o texto da sua criação baseado no Tratado de Versalhes.

Este organismo tinha em vista a manutenção da paz e a independência política dos Estados, a redução dos armamentos de vencidos e vencedores, a protecção das minoria nacionais e das populações indígenas e a cooperação social, cultural e financeira entre as nações. Foi também instituído, sob a sua alçada, o Tribunal Internacional de Haia, que tinha como missão a arbitragem dos conflitos internacionais.

Apesar de nela estarem representados a major parte dos intervenientes da Primeira Guerra Mundial, a Sociedade das Nações não conseguiu cumprir Os seus objectivos: a Inglaterra e a Franca estavam em constante divergência quanto ao cumprimento integral pela Alemanha do Tratado de Versalhes; a ausência dos EUA, em virtude do Senado norte-americano não ter Concordado com os pressupostos de Versalhes, determinava a gritante falta de recursos financeiros de que a SDN se ressentiu; além disso, a SDN não possuía uma força militar que pudesse intervir a favor da paz internacional e, assim, arbitrar os conflitos.

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O Tratado de Paz de Versalhes

O Tratado de Versalhes foi assinado pela Alemanha a 28 de Junho de 1919, tendo ficado estabelecido que: a Alemanha, principal responsável pela guerra, deveria reduzir os efectivos do seu exército, que passaria a ser apenas constituído por voluntários; a Alemanha deveria entregar a Franca a Alsácia e a Lorena, e a Polónia a sua parte da Prússia Ocidental; o território do Sarre passaria a ser administrado pela Sociedade das Nações ate 1935 e as minas daquele território seriam cedidas a Franca, que teria direito de as explorar durante 15 anos. Através de actos separados, foram aplicadas medidas semelhantes aos outros países vencidos; os impérios Austro-húngaro e Otomano foram desmembrados; surgiram novos Estados independentes: Polónia, Hungria, Checoslováquia, Jugoslávia, Finlândia, Estónia, Letónia e Lituânia.

Curiosidades

Outras condições estabelecidas no Tratado de Versalhes, foram:

Art. 42° — A Alemanha fica proibida de manter ou construir fortificações, tanto na margem esquerda como na margem direita do Reno (...)

Art. 430 — São igualmente proibidas, na zona definida no artigo anterior, a conservação e a concentração das forças armadas a título permanente ou temporário.

Art. 510 — Os territórios cedidos a Alemanha em virtude dos preliminares de paz assinados em Versalhes a 26 de Fevereiro de 1871 e do Tratado de Frankfurt de 10 de Maio de 1871 são reintegrados na soberania francesa.

Art. 800 e 87° — A Alemanha reconhece e respeitará a independência da Áustria, da Checoslováquia e da Polónia.

Art. I 190 — A Alemanha renuncia, a favor das principais potências aliadas e associadas, a todos os seus direitos e títulos sobre as possessões ultramarinas.

Do Tratado de Versalhes, 28 de Junho de 1919 (adaptado)

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A Conferência de Paris


Finda a guerra, os países vencedores reuniram-se numa conferência, em Paris, em Janeiro de 1919, para elaborar uma ordem de trabalhos que garantisse uma paz duradoura. Os países vencidos não foram convocados.

Entre 1919 e 1920 realizaram-se várias reuniões dos países vitoriosos, com o objectivo de estabelecerem as condições a impor aos derrotados e definirem o novo mapa da Europa, devido ao desmembramento dos impérios Austro-húngaro, Alemão e Otomano. Havia ainda que estabelecer as indemnizações a pagar pelos países vencidos.

Nesta conferência de paz, os países participantes manifestaram divergências. Enquanto alguns, como a Franca, eram mais exigentes quanto as condições de paz, a Inglaterra e os EUA (através do seu presidente, Wilson) defendiam, por seu turno, uma atitude mais moderada em relação aos vencidos.

Os «14 Pontos» do presidente norte-americano mostravam dois grandes princípios de orientação das negociações: a criação de um organismo internacional de protecção da independência e integridade territorial das nações e o direito dos povos a autodeterminação.
Estes princípios, porém, viriam a revelar-se impraticáveis, dada a política externa das potências signatárias e a multiplicidade de povos na Europa Central e Oriental, tornando difícil definir o espaço de cada povo.

Os trabalhos terminariam com a assinatura do Tratado de Versalhes, a criação da Sociedade das Nações (SDN) e a definição de novas fronteiras.

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O fim da Primeira Guerra Mundial

O Armistício de 11.11.1918

No fim da Primeira Guerra Mundial foi definida uma nova ordem política mundial: desapareceram quatro impérios (Alemão, Russo, Austro-húngaro e Otomano); ocorreram profundas alterações no Leste europeu que fizeram nascer novos Estados (Finlândia, Estónia, Letónia, Polónia, Áustria, Checoslováquia, Hungria e Jugoslávia); os EUA ganharam um papel de relevo na cena mundial, iniciando uma época de profunda intervenção no futuro da Europa e do mundo.

Em 1918, após várias batalhas renhidas, os soldados e marinheiros alemães amotinaram-se e recusaram-se continuar a combater. Nas cidades e vilas alemãs, rebentou uma revolta popular contra a guerra. Nesse mesmo ano, porém, os Alemães lançaram uma campanha pelo Nordeste da Franca para tentar atingir Paris antes da chegada em massa das tropas americanas. No entanto, na segunda batalha do Marne a contra-ofensiva dos exércitos franceses, comandados pelo general Foch, obrigou os Alemães a recuar. A Alemanha ficava, assim, cada vez mais isolada, vendo aumentar o número de militares amotinados, assim corno as manifestações contra a guerra. A 9 de Novembro, o Kaiser (o soberano alemão) abdicou do trono e foi proclamada a República de Weimar.

Nos Balcãs, o exército inglês impôs pesadas derrotas ao Império Otomano e a Bulgária, que pediram a paz. Na Itália, os Austro-húngaros foram vencidos, acabando por se render. Em 11 de Novembro de 1918 seria assinado, em Franca, o Armistício.

Chegava assim ao fim a Primeira Guerra Mundial:

1918: Cronologia do fim do conflito

Fevereiro

Chegada das primeiras tropas norte-americanas a França.

Março

O governo bolchevique russo (comunista), instaurado em Novembro de 1917, assina o Tratado de Brest-Litovsk com a Alemanha, retirando a Rússia da guerra. No mesmo mes os Alemães iniciam a ultima ofensiva na frente ocidental, mas não conseguem tomar Paris.

Julho

Contraofensiva alada na França. Os Alemães começam a recuar.

Setembro

Capitulação (rendição) da Bulgária.

Outubro

Capitulação do Império Otomano.

Novembro

O Império Austro-húngaro desintegra-se no dia 3. Áustria e Hungria assinam armistícios separados. No dia 9, irrompe uma revolução republicana na Alemanha; fuga do Kaiser Guilherme II. No dia 11, o novo governo alemão assina um armistício com os Aliados, na expectativa de serem observados os «14 Pontos» do Tratado de Paz do presidente americano Wilson.

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Outros focos da Primeira Guerra Mundial em África

A tomada de Lomé, capital do Togo, pelos exércitos coloniais britânicos, a 8 de Agosto de 1914, foi a primeira grande incursão militar europeia no continente africano. Toda a colónia alemã se rendeu aos aliados a 26 do mesmo mês.

Ainda em Agosto de 1914, as tropas anglo-francesas tentaram invadir os Camarões, mas foram repelidas pelo major poderio defensivo dos Alemães. Porém, a 27 de Setembro, um ataque naval anglo-francês a Duala permitiu que, desse porto, saíssem as tropas que conquistaram Buea, a capital.

A mais prolongada das campanhas coloniais foi a que teve origem na África Oriental Alemã (a actual Tanzânia). As forças alemãs levaram a cabo, a partir de Agosto de 1914, ataques as colónias inglesas e belgas na África Oriental, numa campanha de guerrilha que se prolongou por mais de um ano. Em Novembro de 1914, os Ingleses, reforçados por tropas vindas da Índia, atacaram a cidade costeira de Tanga (na África Oriental Alemã). O ataque, porém, não foi bem-sucedido, devido a resposta dada pelas tropas alemãs, comandadas pelo coronel alemão Lettow-Vorbeck.

Este comandante alemão prosseguiria as campanhas de guerrilha ate ao final da guerra, em 1918, sempre com o objectivo de enfraquecer os Ingleses, impedindo-os de desviarem tropas de África para a Europa para reforçarem a frente europeia.

Na África do Sul, a insurreição dos Bóeres, fomentada pelos colonos alemães do Sudoeste Africano (a actual Namíbia), foi debelada em Dezembro de 1914.

No Norte de Moçambique, Portugal derrotou os Alemães em Abril de 1916, expulsando-os de Qulonga.

Curiosidades

O chamado «Triângulo de Quionga» é um território de forma triangular, limitado a sul pelo paralelo I O°40’,que vai de Cabo Delgado ao rio Rovuma. Desde 1894 que a Alemanha o reivindicava, tendo instalado um posto aduaneiro. Esta situação só se alterou com a Primeira Guerra Mundial, com a vitória de Portugal sobre os Alemães e a integração deste território, ficando definida a fronteira norte de Moçambique.

 

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Focos de confrontação em África durante a Primeira Guerra Mundial

Entre 1898 e 1914, a Alemanha, governada pelo Kaiser Guilherme II, decidiu implementar urna política de agressividade, principalmente da sua marinha de guerra, a fim de guarnecer os protectorados alemães fora da Europa. A reacção inglesa foi rápida e, apesar da marinha alemã nunca se ter equiparado em número a marinha real inglesa, a sua acção desencadeou um intenso movimento de demonstrações de força entre os dois países.

Neste contexto de disputas entre as potências europeias, podemos destacar, de entre várias, a crise de Marrocos, um dos confrontos que antecederam o desencadear da Primeira Guerra Mundial.

Entre 1905 e 1911, a Franca e a Alemanha quase entraram em guerra por causa da disputa pela região de Marrocos, no Norte de África. Em 1906 foi convocada uma conferência internacional, na cidade espanhola de Algeciras, com o objectivo de resolver as disputas entre Franceses e Alemães. Essa conferência deliberou que a Franca teria supremacia sobre Marrocos, enquanto a Alemanha caberia uma pequena faixa de terras no Sudoeste Africano.
A Alemanha não se conformou com esta decisão, que considerou desfavorável, e em 1911 surgiram novos conflitos com a Franca pela disputa de territórios em África. Para evitar a guerra, a Franca concedeu a Alemanha uma parte considerável do Congo francês.

 

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O envolvimento dos Africanos O papel dos Africanos na Primeira Guerra Mundial

A guerra afectou profundamente África, a medida que crescia a necessidade de pessoas para o esforço de guerra, havendo carência de mão-de-obra barata. Ocupando os lugares deixados livres pela população branca envolvida na guerra, os negros assumiram, assim, postos administrativos e comerciais em todas as colónias europeias. As necessidades económicas da guerra impulsionaram também o aparecimento de novas indústrias em territórios africanos.

Porém, as colónias africanas sofreram também graves consequências económicas. As necessidades bélicas provocaram falta de bens de consumo e inflação, para além do descontentamento generalizado em países como Madagáscar e o Senegal.
Estas perturbações chegaram ao Sul de África, onde se organizou um número sem precedentes de sindicatos multirraciais, com o objectivo de exigir melhorias económicas aos governos coloniais e denunciar o «saque» de recursos que debilitava seriamente a população africana.

Em algumas zonas da África Oriental e Central a fome espalhou-se e algum tempo depois eclodiram várias epidemias. A grande epidemia de gripe, proveniente da Europa, que ocorreu nos finais da guerra, foi a pior de todas, originando a morte de milhões de pessoas. Em alguns lugares, pereceu cerca de 6% da população. Apesar de, em termos militares, África ter sido considerada um teatro militar secundário, o continente sofreu consideráveis baixas humanas.
África foi também palco de uma série de revoltas contra o jugo colonial. O afrouxar do controlo que havia sobre as populações submissas, devido a guerra, facilitou as insurreições. Por todo o continente, os rebeldes pegaram em armas contra os Franceses, contra os Italianos, contra os Ingleses e contra a administração europeia em geral. Um outro estímulo para a revolta foi a proposta de paz apresentada no final da guerra pelo presidente americano Wilson, intitulada «14 pontos», a qual incluía uma referência ao direito a autodeterminação.
Regra geral, os europeus saíram sempre vencedores destes conflitos. Ironicamente, os governantes metropolitanos entenderam finalmente que as suas colónias africanas tinham um grande valor material e que o investimento em infra-estruturas urbanas exigia muito mais dinheiro do que aquele que se tinha a disposição. Este reconhecimento deu espaço a novas políticas, desenhadas para a satisfação destas necessidades.

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A saída da Rússia da Guerra (razões e significado)

Como vimos, a Rússia foi um dos países a entrar na Primeira Guerra Mundial ao lado das forças aliadas. Porém, a Rússia vivia uma época muito difícil da sua história, cheia de conflitos sociais e lutas de poder. A revolução de Marco de 1917 levou ao derrube e a morte do czar (e da sua família) e permitiu que, algum tempo depois, com a Revolução Soviética, ocorrida em Outubro de 1917, Lenine e Os socialistas russos do partido bolchevique tomassem o poder e instaurassem uma república socialista soviética.

Esta nova situação política na Rússia tornou muito difícil manter os exércitos russos em campanhas militares tão exigentes. A Rússia assinou, então, com a Alemanha, o Tratado de Brest-Litovsk, através do qual sala da guerra e obtinha a paz com os Alemães. Em contrapartida, a Rússia teria de ceder os territórios das repúblicas do mar Báltico, isto é, a Estónia, a Letónia e a Lituânia, territórios que seriam incorporados na Polónia e na Bielorrússia (Rússia Branca).

Para os Aliados esta era uma situação difícil, pois perdiam um precioso aliado a Leste. A saída da Rússia da Grande Guerra contribuiu também, em grande medida, para o fortalecimento dos ideais antibelicistas, isto é, das ideias contra a guerra, que se espalhavam por todos países envolvidos no conflito, mas sobretudo entre os
socialistas e sindicalistas destes países.

Os Alemães, revitalizados por este desenvolvimento, concentraram as suas forças, na frente ocidental. Lançaram, então, uma forte ofensiva, a 21 de Marco de 1918, chegando a estar a 80 quilómetros de Paris. Porém, o seu esgotamento humano e material e o papel dos EUA no conflito levaram a sua derrota, já no fim de 1918.

 

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A entrada dos EUA na guerra (razões e significado)

A Alemanha, devido as melhorias verificadas nos equipamentos e ao reforço dos exércitos aliados, assim como a problemas internos no próprio país, não conseguia vencer as potências aliadas. Decidiu, assim, intensificar a guerra submarina, atacando todos os navios de guerra, de passageiros e de abastecimentos, não poupando sequer as potências neutrais, como os EUA.

Perante esta atitude, os EUA declararam guerra a Alemanha. A entrada dos EUA no conflito, em 1917, trouxe um novo alento as tropas aliadas, cansadas e desgastadas com a guerra que se arrastava.

Não foram só os EUA a entrarem no decurso da guerra, outros países o fizeram. Do lado dos aliados, a Itália (que inicialmente entrara na guerra do lado dos Alemães), Portugal, o Japão, a China, o Brasil e outros. Do lado das potências centrais, o Império Otomano e a Bulgária. A guerra estendia-se também ao Extremo Oriente e a África.

No caso específico de Portugal, sabe-se que entrou no conflito junto dos Aliados: em primeiro lugar, para defender as suas colónias (Angola e Moçambique, invadidas logo em 1914); em segundo lugar, de modo a marcar a sua posição perante a Espanha
(que estava do lado dos Alemães) e as potências europeias; e em terceiro e último lugar, para legitimar o Partido Democrático no esforço de guerra.

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2ª Fase – Guerra de trincheiras

Nesta segunda fase, que decorreu entre 1915 e 1916, o conflito teve dois momentos diferentes. Num primeiro momento, que se prolongou por todo o ano de 1915, o impasse e a estagnação marcaram o conflito. No primeiro ano de guerra nenhum dos dois blocos conseguiu resultados rápidos. Adoptaram, por isso, uma estratégia diferente: reforçaram as linhas da frente ocidental com fortificações ligadas entre si, procurando desgastar o inimigo através de ataques que obrigavam os soldados a defenderem as posições conquistadas até aí.

Os exércitos de ambas as partes abriram então trincheiras, onde os soldados se protegiam e a partir das quais lançavam os ataques ao inimigo.

As condições de vida nas trincheiras eram muito difíceis e foram mesmo uma tas maiores marcas desta guerra. Ao longo de três anos, os exércitos iriam permanecer enterrados em valas escavadas no chão, protegidas por arame farpado. Foi um período bastante penoso para os soldados: mal alimentados, metidos na lama, sujeitos ao frio, atacados por vermes e sujeitos aos gases tóxicos, uma arma terrível que teve a sua aparição nesta guerra.

Vivendo nestas condições sub-humanas, os soldados sofriam ataques de artilharia, granadas e lança-chamas. Foram numerosas as baixas nos dois blocos inimigos. O esforço para conquistar posições revelava-se inútil, pois rapidamente os soldados eram forçados a voltar ao ponto de partida, deixando no campo de batalha inúmeros mortos.

Entretanto, a Leste continuava a guerra de movimento. Durante o ano de 1915, a Alemanha tentou derrotar o exército russo para depois concentrar as suas tropas, na frente ocidental.

O segundo momento desta fase do conflito começou em 1916, tendo os Alemães orçado o regresso a guerra de movimento, agora na frente ocidental. Em Fevereiro de 1916 concentraram o seu ataque na cidade francesa de Verdun. Este ataque, que começou com uma batalha que se prolongou entre Fevereiro e Julho deste ano, só terminou no mês de Dezembro, tornando-o, assim, na acção mais longa da guerra.

Outras batalhas importantes neste ano de 1916 foram a batalha naval da Islândia, no mar do Norte, entre Alemães e Ingleses, de Maio a Junho (da qual nenhum lado saiu vitorioso), e a batalha do Somme, de Julho a Novembro, na qual triunfaram os exércitos aliados.
Tanto as potências aliadas como as potências centrais procuraram novas alianças mas não conseguiram sair de uma situação de aparente impasse.

A vida nas trincheiras

Nesses buracos, a que se chamam trincheiras, com o seu sistema de sapadores, de passagens estreitas cheias de água e excrementos, falta-nos praticamente tudo.

Cedo aprendi a pendurar o pão num arame colocado no meio da esteira de dormir para o pôr fora do alcance dos ratos, a dormir com as botas apertadas porque tentar calçá-las depois de as tirar era uma ilusão, a dormir enrolado num capote molhado, a dormir quatro horas no meio de algazarra, de gritos humanos e cheiros pestilentos, mas a dormir.

Florent Fels, Voilâ (adaptado)

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1ª Fase – Guerra de Movimento (Principais Características)


A Alemanha tinha, na altura, urna superioridade militar terrestre (metralhadoras, artilharia pesada e tropas bem treinadas). A Inglaterra era superior em força naval, garantindo a Entente o domínio dos mares.

No início da guerra vivia-se, nalguns países europeus, um clima de euforia. As pessoas acreditavam que a guerra seria breve e a mobilização fez-se em ambiente de festa. No entanto, ela duraria cerca de quatro anos e teria custos pesadíssimos, quer em destruição material, quer, especialmente, em vidas humanas.

Numa primeira fase, a guerra foi essencialmente um conflito terrestre, tendo-se desenrolado em duas grandes frentes: a frente ocidental, que se estendia do mar do Norte ate a fronteira suíça, e a frente oriental, na Rússia.

Esta primeira fase, a qual se deu o nome de guerra de movimento, decorreu durante o ano de 1914, envolvendo os dois blocos compostos pelas principais potências europeias, a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente. O principal cenário desta fase desenrolou-se no Nordeste da Franca. Segundo o Piano Schlieffen — concebido pela Alemanha, em 1905, para fazer frente a aliança franco-russa — a guerra seria curta e ofensiva para, num período de 4 a 6 semanas, conseguir derrotar os Franceses na frente ocidental e, de imediato, os Russos na frente oriental. Isso permitiria a Alemanha sucessivas vitorias. Assim, as tropas alemãs invadiram a Bélgica, país neutro, e entraram rapidamente e de surpresa em Franca, derrotando o exército francês. Mas, de Agosto a Novembro, nas batalhas do Marne (a primeira, de 5 a 12 de Setembro) e de Ypres (10 de Outubro a 10 de Novembro), não houve avanços significativos.
Na realidade, nenhum dos pianos previamente traçados foi cumprido: a Alemanha não conseguiu conquistar Paris e obter a capitulação da Franca; esta não chegou a reconquistar a Alsácia e a Lorena, o seu mais importante objectivo; e a Rússia foi obrigada a recuar após alguns ganhos em solo alemão.

No final de 1914, depois de duros combates entre os exércitos aliados e alemães, estes, pelo facto de estarem mais bem preparados e equipados, revelavam alguma superioridade e começaram a abrir uma rede de trincheiras defendidas por linhas protegidas por arame farpado.

Entretanto, nos mares, as armadas da Inglaterra e da Alemanha envolviam-se em violentos combates, ganhando vantagem os Ingleses. Com a entrada do Império Otomano na guerra, surgiram novos confrontos no mar Negro e no canal de Suez.

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O atentado de Sarajevo a 28 de Junho de 1914

Este acontecimento foi a faísca que faria desencadear o início da guerra. A 28 de Junho de 1914, o príncipe herdeiro do Império Austro-húngaro, o arquiduque Francisco Fernando, visitava Sarajevo, na Bosnia. Este território, habitado maioritariamente por sérvios, manifestava uma major simpatia pelo reino sérvio do que pelo Império Austro-húngaro.

Nesse mesmo dia, um grupo de estudantes sérvios, pertencente a uma organização nacionalista sérvia denominada Mão Negra, assassinou o príncipe herdeiro e a sua esposa.

Em resposta, o Império Austro-húngaro, influenciado pela Alemanha, culpou os serviços secretos sérvios pelo atentado, dizendo que a Sérvia pretendia colocar em causa a soberania austro-húngara na região. De seguida, apresentaram um ultimato aos Sérvios, com condições que violavam a sua soberania, nomeadamente a participação da Áustria no julgamento dos estudantes sérvios.

Este atentado foi aproveitado pelas potências da Tríplice Aliança para «ajustar» velhas contas e, numa sequência muito rápida, o conflito generalizou-se, envolvendo a maioria dos países da Europa. E, por isso, considerado como a causa directa do início da Primeira Guerra Mundial.

Existem porém, para além deste acontecimento, três explicações que são apontadas para o eclodir da Primeira Guerra Mundial.

A primeira e segunda explicações apontam a Alemanha como a principal responsável pelo conflito: a primeira, pelas suas pretensões de expansão e reforço bélico; a segunda, denominada risco de cálculo, afirma que a Alemanha convenceu-se de que podia gerir o conflito dos Balcãs, tomando em consideração que o Império Austro-húngaro atacaria os Sérvios e que estes, por sua vez, não teriam qualquer hipótese de obter auxílio da Franca no conflito.

A terceira explicação defende ter existido, na realidade, uma culpa colectiva de todos os envolvidos, baseada na pressão que foi efectuada junto dos dirigentes políticos dos diferentes países pelos movimentos nacionalistas e militaristas. Embora o apoio da Alemanha a Austro-húngara tenha contribuído para o início das hostilidades, as outras potências, visando essencialmente a defesa dos seus interesses, deixaram-se também envolver no conflito.

A invasão da Bélgica pela Alemanha, a 4 de Agosto de 1914, iniciou verdadeiramente as hostilidades da Primeira Guerra Mundial. Aos dois blocos iniciais viriam a juntar-se muitas das outras grandes potências mundiais:

·         As potências Aliadas, ou Tríplice Entente (Franca, Rússia e Inglaterra), viriam a juntar-se, mais tarde, o Japão, Portugal, os EUA e a Itália (esta última mudando de campo);

·         As potências centrais, ou Tríplice Aliança (Alemanha, Austria-Hungria e, inicialmente, a Itália), viriam a juntar-se o Império Otomano (Turquia) e a Bulgária.

A Rússia entrou na guerra apoiando a Sérvia contra a Austria-Hungria e a Alemanha. A Alemanha declarou guerra a Franca. A Inglaterra, sentindo-se ameaçada pelo avanço da Alemanha, e por força do tratado do Entente, apoiou a Franca. O Japão, directamente interessado nos territórios alemães do Extremo Oriente, declarou guerra a Alemanha.

O Império Otomano, ameaçado pelo expansionismo da Rússia, aliou-se a Alemanha.
Foi esta sucessão de acontecimentos que lançaram, num curto espaço de tempo, estas potências e as suas colónias na vasta e generalizada guerra que ficaria conhecida como a Primeira Guerra Mundial.

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A corrida aos armamentos

Ao mesmo tempo que a Europa se dividia em dois blocos político-militares, assistiu-se a uma corrida ao armamento, ao reforço do crédito para o financiamento militar, ao desenvolvimento da indústria de guerra, ao incremento da legislação militar e ao aumento da duração do serviço militar obrigatório. A situação europeia tornava-se, assim, cada vez mais perigosa.

A unificação alemã após a guerra franco-prussiana (1870-187 1) e a indemnização de guerra paga pelos Franceses permitiu a Alemanha desfrutar de um período de grande prosperidade. Uma das indústrias que mais se desenvolveu nessa altura foi a indústria do armamento, ou seja, a Alemanha preparava-se já para, a qualquer momento, expandir o seu império, quer nas colónias, quer, ate, na própria Europa.

Outros países europeus investiram também no seu rearmamento: em Franca (que esperava uma oportunidade para se vingar da Alemanha), na Inglaterra (que tinha um grande império colonial a defender e, por isso, uma indústria militar naval muito forte), na Rússia (que perdera uma guerra Contra os Japoneses em 1905 e ansiava por alcançar vitorias militares e políticas) e no Império Austro-húngaro (que comprava muito armamento a sua aliada Alemanha, esperando ter de afirmar as suas pretensões nos Balcãs pela força). Esta corrida aos armamentos foi mais um dos factores que viria a contribuir para o eclodir da Primeira Guerra Mundial.

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A Questão da Alsácia e da Lorena

Entre 1870 e 1871 teve lugar uma guerra entre a Franca e a Alemanha (na altura chamada Prússia Ocidental). A Franca saiu derrotada, e uma das condições do tratado de paz assinado entre os dois países foi a cedência pela Franca a Alemanha, dos territórios da Alsácia e da Lorena (territórios que já várias vezes tinham sido disputados por ambas as potências). A humilhação sentida pelos Franceses fê-los passarem a olhar para a Alemanha (que se formou pela união da Prússia à Prùssia Oriental) como um inimigo permanente.

Por outro lado, o crescimento económico alemão, ocorrido na segunda metade do século XIX e início do século XX, e que acompanhou o momento do nascimento da Alemanha, não fez aumentar a influência alemã nos assuntos mundiais. Isto provocou um certo desequilíbrio entre o poder económico e o poder político nos assuntos europeus. Os Alemães, ansiosos por afirmarem as suas posições, optaram pelo reforço da política de armamento e por uma estratégia de confronto com a Franca., esperando o momento certo para afirmar o seu poderio.

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Conflito entre as potências imperialistas

Como já vimos, no fim do século XIX as rivalidades e os conflitos entras grandes potências europeias, provocados não só pelo expansionismo territorial, mas, sobretudo crescente luta pelo poder e influência a nível mundial, aproximavam-se do ponto de ruptura, quer na Europa, quer nos territórios coloniais. As tensões acumulavam-se e sucessivos incidentes e conflitos localizados faziam prever o desencadear de um conflito de grande dimensão.

Na Europa, para além da questão dos Balcãs, que deu mesmo origem a duas guerras entre 1912 e 1913 (como vimos anteriormente), registaram-se outros conflitos, como, por exemplo, a disputa entre a Franca e a Alemanha pela posse da Alsácia e Lorena.

No mundo, houve ainda disputas territoriais entre a Franca e a Alemanha no Norte de África; revoltas na China contra os interesses e intervenção europeia na política chinesa; a guerra entre o Império Russo e o Japão, provocada pela oposição japonesa ao crescente interesse e intervenção da Rússia na sua área de influência.

Acirra de tudo, o sistema de alianças político-militares que tinha vindo a ser desenvolvido desde os finais do século XIX fazia prever que, caso ocorresse um conflito entre alguns dos países dos dois blocos, seria muito difícil evitar que estas alianças fossem postas em prática. Se tal acontecesse, seria praticamente impossível evitar um conflito generalizado. Parecia faltar apenas urna pequena «faísca» para que o mundo se incendiasse. E essa faísca viria mesmo a acender-se.

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As causas da Primeira Guerra Mundial

Luta pela posse de novos mercados

No século XIX, o crescimento acelerado da indústria e o desenvolvimento do modo de produção capitalista levaram a uma cada vez major procura por matérias-primas e a necessidade de encontrar novos mercados para escoar a crescente produção industrial. Isto levou alguns países mais desenvolvidos a procurarem novos territórios – as colónias –, onde pudessem impor o seu domínio militar, político e económico. Á este movimento deu-se o nome de imperialismo. Este movimento porém, fez surgir novas zonas de tensão entre as potências europeias, que entravam em confronto por causa dos novos territórios que pretendiam ocupar, quer em África, quer na Ásia.

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A Primeira Guerra Mundial – (1914-1918)

A guerra que decorreu entre 1914 e 1918 foi o primeiro conflito armado que se desenvolveu a uma escala global nunca antes vista, e daí ter sido designada por Primeira Guerra Mundial ou Grande Guerra. O conflito opôs, de um lado, a Tríplice Entente (Inglaterra, Franca e Império Russo), liderada pela Inglaterra, e, do outro lado, a Tríplice Aliança Império Alemão, Império Austro-húngaro e Itália), liderada pela Alemanha. Após perdas humanas na ordem dos milhões e a destruição de vários países, o conflito terminou com a vitória dos primeiros e impôs ao mundo, e em especial a Europa, uma nova configuração e ordem política.

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